Nota sobre situação sanitária e administrativa das unidades de saúde em Goiânia
O Sindsaúde recebe com preocupação a denúncia de falta de condições de higiene e de materiais de limpeza na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim Novo Mundo. Essa situação revela certa inércia da prefeitura, pois é um cenário que se repete e sobre o qual o Sindsaúde vem cobrando ações da prefeitura desde o início do mandato do prefeito Sandro Mabel.
Há quatro meses atrás, denunciamos a mesma situação na UPA Jardim América. Nesse período houve atraso de pagamento da prefeitura à empresa responsável pela higienização das unidades de saúde, por isso familiares de pacientes que estavam nessa UPA compravam produtos e ajudavam na limpeza da unidade.
O problema, no entanto, é antigo e persiste desde a gestão Rogério Cruz. O que nos causa estranhamento é que a prefeitura, que alega estar sob nova direção, deixa esses problemas se perpetuarem após oito meses desde o início da nova gestão.
Passado todo esse tempo, percebe-se ainda que a morosidade na nomeação dos novos gestores para as unidades de saúde agrava essa situação, pois implica em atraso no planejamento de questões estratégicas, e também nas compras de insumos, materiais e medicamentos.
Outra preocupação é em relação a falta de pessoal. Mesmo com alta demanda, sobrecarga de trabalhadores e trabalhadoras e adoecimento mental nas unidades de saúde, a prefeitura ignora o concurso público ainda vigente (Edital n° 01/2020) com aprovados na área da saúde ainda aguardando para serem nomeados.
A administração municipal opta por prolongar os efeitos de uma calamidade, sem transparência de gastos, mesmo com estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrando que há viabilidade para novos investimentos.
Diante dessa situação, o Sindsaúde segue vistoriando as condições de trabalho nas unidades de saúde e recebendo denúncias de forma anônima por formulário disponível no site Sindsaúde.com.br e pelas nossas redes sociais. Também nos mobilizamos por meio de petições, manifestações e provocações ao Ministério Público Estadual (MPGO) em favor dos concursados e ao Tribunal de Contas dos Município (TCMGO) contra decretar uma calamidade que não é comprovada.