Preço da cesta básica em abril supera de março em Goiânia
Em abril de 2025, o preço da cesta básica nacional aumentou 1,77% em relação a março, ocupando a nona posição entre as cestas mais caras em 17 cidades pesquisadas e acumulando alta de 4,77% nos quatro primeiros meses do ano. Por causa disso, o trabalhador e a trabalhadora remunerados pelo salário mínimo (R$ 1.518) precisaram trabalhar 111 horas e 13 minutos para garantir essa alimentação básica, enquanto em março esse tempo foi de 109 horas e 17 minutos.
Em abril de 2024, o preço da cesta básica foi 9,74% menor que o necessário para adquirir os alimentos em 2025.
Após o desconto previdenciário, o salário do trabalhador com salário mínimo em 2025 comprometeu 54,65% da renda para comprar itens de alimentação básicos suficientes para alimentar um adulto durante um mês. Em março, esse percentual havia sido de 53,70%. No ano anterior, em abril, o comprometimento era de 53,67% da renda líquida.
Mudanças nos preços
Oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram alta nos preços médios em abril. São elas:
- a batata, com aumento de 19,08%;
- o feijão carioquinha, com 7,13%;
- a manteiga, com 1,91%;
- o tomate com 1,79%;
- o leite integral, com 1,57%;
- o pão francês, com 1,41%;
- o café em pó, com 0,87%;
- a carne bovina de primeira, com 0,78%.
Já o açúcar refinado teve queda de preço de 3,63%; o arroz branco agulhinha de 3,16%; a banana de 0,56%; o óleo de soja de 0,26%. O preço da farinha de trigo manteve o valor.
Quanto as altas observadas nos últimos 12 meses, ocorreram em sete produtos:
- café em pó (113,37%);
- óleo de soja (36,54%);
- carne bovina de primeira (25,86%);
- leite integral (13,97%;
- manteiga (8,96%);
- pão francês (7,04%) e farinha de trigo (0,43%).
As quedas ao longo de um ano ocorreram no preço:
- da batata (-27,83%);
- do feijão carioquinha (-14,54%);
- da banana (-12,06%);
- do arroz agulhinha (-6,73%);
- do tomate (-1,73%);
- do açúcar refinado (-1,39%);