Servidores de Goiânia conquistam data-base 2024 com retroatividade

A Câmara Municipal aprovou nesta quinta-feira (12), em definitivo, o projeto do Executivo que concede a revisão geral anual da remuneração aos servidores da saúde e de outras áreas, referente à data-base 2024.
A medida, que era uma reivindicação prioritária do Sindsaúde-GO, garante uma reposição salarial de 3,69% sobre os salários, equivalente à perda inflacionária medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A reposição será paga em parcela única, retroativa a 1º de maio de 2024, atendendo a um direito constitucional dos servidores.
A aprovação é uma importante conquista para os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Executivo, que há meses aguardavam a efetivação do reajuste. O projeto, entretanto, só foi encaminhado ao Legislativo pelo prefeito Rogério Cruz após um atraso de quatro meses, gerando descontentamento entre os trabalhadores.
O Sindsaúde, que se manteve na linha de frente das negociações, vinha pressionando a Administração para que a data-base fosse concedida, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores da saúde.
Retroativo da data-base 2023 ainda em pauta
Mesmo com a vitória na aprovação da data-base 2024, o Sindsaúde continua mobilizado para assegurar o pagamento retroativo da data-base 2023, referente ao período de maio a dezembro do ano passado. Em julho, a Câmara de Goiânia derrubou o veto do prefeito Rogério Cruz aos artigos 9, 11 e 12 do projeto, que tratavam do pagamento retroativo. Para garantir esse direito, o Sindsaúde já encaminhou uma notificação extrajudicial ao Executivo cobrando o esse pagamento.
O Sindicato reforça que a luta pelo cumprimento integral dos direitos dos trabalhadores da saúde segue firme e alerta que a mobilização continua essencial para que todas as conquistas sejam devidamente implementadas. “Não vamos descansar enquanto cada direito for desrespeitado. A aprovação da data-base 2024 é uma vitória, mas nossa batalha pelo retroativo de 2023 ainda não acabou“, afirmou a presidenta do Sindsaúde, Néia Vieira.