Sindsaúde alerta sobre ampliação de atendimentos no Ciams Novo Horizonte mesmo sem infraestrutura adequada e déficit de servidores

O Sindsaúde considera preocupante a intenção da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia de expandir os atendimentos no Ciams Novo Horizonte, mesmo sem infraestrutura adequada e com déficit de servidores. Na última sexta-feira (21), o vice-presidente do Sindsaúde e diretor da Fenasce, Aliandro Paulo, e a diretora Elaine Silva, também representante da Fenasce, reuniram-se com a direção da unidade para discutir o impacto dessa decisão. Durante o encontro, a gestão do Ciams confirmou que, no momento, a unidade não tem condições de absorver as novas demandas.
Reforma
A proposta de ampliação dos atendimentos exige mudanças estruturais fundamentais, como a aquisição de mais servidores, adequação da infraestrutura e garantia de equipamentos e insumos essenciais. Vale lembrar que, em novembro de 2024, a Secretaria de Saúde havia iniciado uma reforma na unidade, mas as obras foram paralisadas por “problemas no contrato”.
Atualmente, os profissionais da unidade já enfrentam sobrecarga de trabalho e realizam adaptações improvisadas em meio as obras inacabadas. Com o aumento da demanda, a situação se agrava ainda mais, comprometendo a qualidade da assistência prestada e impactando a saúde mental dos trabalhadores.
Improviso
A sala vermelha, destinada ao atendimento de pacientes graves, funciona no auditório do Ciams, e a sala de curativos opera dentro de um consultório médico, comprometendo o fluxo adequado dos atendimentos.
Limpeza
Além disso, os funcionários terceirizados da limpeza estão há três dias com as atividades paralisadas devido ao não pagamento de seus salários, agravando ainda mais a precarização da unidade.
“Nesta semana, vamos nos reunir com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia para cobrar providências. O Sindsaúde segue firme na luta para garantir condições dignas de trabalho aos profissionais da saúde, porque sabemos que isso reflete diretamente na qualidade do atendimento à população. Não podemos permitir que a sobrecarga e a precarização prejudiquem tanto os trabalhadores quanto os usuários do SUS“, frisa o vice-presidente do Sindsaúde-GO.




