Sindsaúde/GO participa de Assembleia Conjunta Virutal dos(as) Trabalhadores(as) Credenciados(as) da Saúde de Goiânia e categoria decide suspender greve após mediação do MPGO para diálogo com a Prefeitura de Goiânia
Nessa quinta-feira (15) o Sindsaúde, representado pela presidenta Néia Vieira, participou da Assembleia Conjunta Virtual dos(as) Trabalhadores(as) Credenciados(as) da Saúde de Goiânia com o objetivo de avaliar as estratégias da mobilização e deliberar sobre a greve da categoria após a abertura de negociação em reunião realizada com o Ministério Público (MPGO), o secretário de Saúde, Luiz Pellizzer, e demais representantes da gestão municipal.
A assembleia contou com representantes do Simego, Sieg, Sienf e Sinfargo, entidades que integram o movimento, para debater com os(as) trabalhadores(as) a intervenção do MPGO na construção de um canal de negociação com garantias jurídicas. Como contrapartida, foi proposta a suspensão imediata da paralisação, visando evitar prejuízos à população usuária do SUS.
Em votação, a categoria deliberou pela suspensão da greve, diante da possibilidade concreta de diálogo com a Prefeitura de Goiânia para análise das propostas apresentadas pelas entidades sindicais. Também ficou definida a realização de uma nova assembleia no dia 22 de janeiro, após outra rodada de negociação com mediação do MPGO.
Apesar da suspensão da paralisação, os(as) trabalhadores(as) decidiram manter a mobilização organizada, reforçando a cobrança por soluções efetivas que garantam valorização profissional e condições adequadas de trabalho para o atendimento à população.
“A suspensão da greve é uma decisão responsável, mas a mobilização segue firme. Este é um momento estratégico para cobrar da gestão a implantação da Mesa Municipal de Negociação Permanente do SUS em Goiânia, além da convocação dos aprovados em concursos e a realização de novos concursos públicos. Só com vínculos de trabalho estáveis e não precarizados é possível garantir a valorização dos profissionais e um SUS com funcionamento contínuo, efetivo e de qualidade para a população”, afirmou a presidenta do Sindsaúde/GO, Néia Vieira.
Reunião com o MPGO – Durante a reunião no MPGO, realizada na quarta-feira (14), representantes da gestão municipal se comprometeram a analisar as propostas apresentadas e a formular uma eventual contraproposta até o dia 21 de janeiro. Também foi garantido que não haverá medidas punitivas contra os(as) trabalhadores(as) que participaram da paralisação.
Outro encaminhamento foi o adiamento, até o dia 28 de fevereiro, da entrada em vigor da Portaria nº 13, de 12 de janeiro de 2026. Na ocasião, o MPGO solicitou ao Simego uma análise do novo edital de credenciamento de médicos nº 03/2025, para identificar possíveis vulnerabilidades para o funcionamento regular do SUS em Goiânia. Uma nova reunião na sede do MPGO foi agendada para o dia 22 de janeiro, às 14h.