Sindsaúde reafirma luta contra privatizações em plenária pela defesa do SUS em Goiânia

 Sindsaúde reafirma luta contra privatizações em plenária pela defesa do SUS em Goiânia

Nessa quinta-feira (26), o Sindsaúde/GO marcou presença na plenária “SUS em Goiânia em risco de privatização” com a participação da presidenta do Sindsaúde, Néia Vieira, que fez uma exposição crítica sobre os impactos da privatização no SUS, destacando os riscos à universalidade, à qualidade do atendimento e às condições de trabalho dos profissionais da saúde.

Na ocasião, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento ao avanço das privatizações em Goiás foram o centro do debate desse encontro promovido pela Frente Goiana Contra a Privatização da Saúde (FGCPS), realizada na Faculdade de Medicina da UFG, em Goiânia.

“A privatização do SUS não é solução, é retrocesso. Ela compromete o acesso da população aos serviços e fragiliza um sistema que foi construído com muita luta. Mas, infelizmente, a falta de investimento e o sucateamento das unidades em Goiânia são orquestrados na tentativa de justificar a necessidade de privatização. A saúde é um direito de todos e não pode ser tratada como mercadoria, visando lucro, como fazem as Organização Sociais”, afirmou a presidenta do Sindsaúde, Néia Vieira.

Durante a atividade, também foram debatidos outros processos de privatização em curso no estado. O diretor do Stiueg, João Maria, apresentou os riscos envolvidos no projeto de privatização da Saneago, ampliando o diálogo sobre a defesa dos serviços públicos essenciais.

A diretora do Sindsaúde/GO, Ivanilde Batista, também esteve presente e reforçou a importância da mobilização coletiva diante dos desafios atuais.

“Momentos como esse são fundamentais para fortalecer a consciência e a organização da classe trabalhadora. Só com unidade e participação social vamos conseguir barrar os retrocessos e garantir nossos direitos”, destacou.

O encontro também contou com a presença da vereadora Kátia Maria e reuniu representantes de movimentos sociais, sindicatos, entidades, estudantes e conselhos de saúde, consolidando um espaço de articulação e mobilização em defesa dos direitos da população.

A plenária retomou o contexto da 8ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorreu há 40 anos atrás como marco histórico da construção do SUS, e também reafirmou o papel da participação popular na defesa e luta constante por políticas públicas na saúde. No Brasil, apenas 40% dos gastos em saúde são públicos — bem abaixo de outros países com sistemas universais, onde esse índice chega a 80% ou mais, segundo o Observatório da Desprivatização da Saúde da UFRJ.

Contudo, a privatização da saúde já comprovou que os riscos de corrupção e a falta de transparência aumentam, mas o estado de Goiás segue na contramão com a gestão hospitalar amplamente privatizada via Organizações Sociais (OS), que já se mostrou um modelo falho, irregular e precário, com histórico de contratos encerrados, trocas e instabilidade.

Para o Sindsaúde/GO, a mobilização social segue sendo o principal instrumento para enfrentar a retirada de direitos e garantir que o SUS permaneça público, universal e de qualidade. A atividade reforçou que a luta em defesa da saúde pública é coletiva e permanente.

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