Servidores protestam, mas projeto que altera mensalidade do Ipasgo avança na ALEGO

 Servidores protestam, mas projeto que altera mensalidade do Ipasgo avança na ALEGO

O Fórum em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos e o Sindsaúde promoveram, na tarde desta quarta-feira (10), um ato na Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO) para protestar contra o projeto enviado pelo governo que institui a cobrança de 30% da tabela atuarial para dependentes do Ipasgo. A proposta encerra a isenção mantida há anos para dependentes e estabelece novos valores de mensalidade. Para beneficiários acima de 59 anos, o reajuste é significativo, podendo elevar a contribuição até R$322,55.

Representantes de diversas entidades e trabalhadores do serviço público ocuparam o plenário da Alego em manifestação contra a medida, a qual é prejudicial ao acesso à saúde e financeiramente inviável para milhares de famílias. Apesar da mobilização, o projeto foi aprovado em primeira votação por 25 votos a 7.

Após o resultado, os diretores do Sindsaúde Marlene Soares e Ricardo Manzi lamentaram a decisão do plenário e reafirmaram o compromisso da entidade com a defesa dos servidores. Segundo eles, a cobrança representa um retrocesso e levanta um alerta sobre quem está representando o povo na Assembleia.

A presidenta do Sindsaúde Néia Vieira também se posicionou: “o governador não tem compromisso com o servidor público”, alerta. Ela afirma que os servidores da saúde, da educação, da segurança pública — beneficiários do Ipasgo — serão punidos mais uma vez pelo governador Ronaldo Caiado e que, na prática, essa aprovação significa uma oneração dos trabalhadores que sequer tiveram o aumento da data base, como foi definido no IPCA

Imagem do ato na ALEGO/ FOTO: Iasmin Feitosa

Entre os parlamentares, apenas sete votaram contra o projeto: Bia de Lima (PT), Antônio Gomide (PT), Clécio Alves (REP), Delegado Eduardo Prado (PL), Gugu Nader (AVANTE), Major Araújo (PL) e Mauro Rubem (PT). 

Do outro lado, 25 deputados(as) votaram a favor do texto, permitindo que avance para a segunda e última votação nesta quinta-feira (11). Entre eles estão: Amauri Ribeiro (UB), Amilton Filho (MDB), Anderson Teodoro (AVANTE), André do Premium (AVANTE), Bruno Peixoto (UB), Cairo Salim (PSD), Charles Bento (MDB), Coronel Adailton (SD), Cristiano Galindo (SD), Dr. Zeli (UB), Henrique César (PODE), Issy Quinan (MDB), Jamil Calife (PP), Júlio Pina (SD), Lincoln Tejota (UB), Lineu Olímpio (MDB), Lucas Calil (MDB), Ricardo Quirino (REP), Rosângela Rezende (AGIR), Rubens Marques (UB), Talles Barreto (UB), Verter Martins (UB), Virmondes Cruvinel (UB), Wagner Neto (SD) e Wilde Cambão (PSD).

Mesmo após a derrota parcial, o Sindsaúde afirma que continuará mobilizado contra a aprovação do projeto. A entidade reforça que a mudança compromete o caráter do Ipasgo e representa mais um custo forçado aos trabalhadores do serviço público estadual. 

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