Sindsaúde participa da 13ª Conferência Municipal de Saúde em Goiânia e reforça defesa do SUS público e da participação popular
O Sindsaúde participou, na última quarta-feira (1º), da abertura da 13ª Conferência Municipal de Saúde de Goiânia, realizada entre os dias 1º e 3 de julho, com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”. O sindicato esteve representado pela presidenta Néia Vieira e pela diretora do Sindsaúde e presidenta do Conselho Municipal de Saúde de Goiânia, Flaviana Alves.
A Conferência Municipal de Saúde é um dos principais espaços de participação popular na formulação das políticas públicas de saúde. Durante os três dias de programação, trabalhadores(as), usuários(as), gestores(as), prestadores de serviços e representantes de entidades discutem propostas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), que serão encaminhadas para as etapas estadual e nacional. Para o Sindsaúde, participar da conferência é reafirmar o compromisso com a defesa de um SUS público, estatal, universal e de qualidade, além de fortalecer o controle social e a participação da população nas decisões que impactam diretamente a saúde pública.
Durante o evento, a presidenta do Sindsaúde, Néia Vieira, destacou que a conferência acontece em um momento decisivo para o futuro do SUS e para a valorização dos trabalhadores da saúde. “O grande objetivo desta conferência é discutir os rumos do nosso Sistema Único de Saúde, que hoje enfrenta desafios como a privatização dos serviços e a precarização das relações de trabalho. Nossa luta é para garantir que o SUS permaneça público, estatal e fortalecido, com trabalhadores efetivos e condições dignas e seguras para o exercício das nossas profissões”, declara Néia.
Sobre a atual situação do sistema público de saúde de Goiânia, a presidenta do Sindsaúde ressalta que o cenário não é positivo. “Infelizmente, em Goiânia ainda convivemos com uma gestão que deixa muito a desejar em relação às condições de trabalho e à valorização dos servidores. Por isso, é fundamental fortalecer a democracia, ampliar a participação popular e construir coletivamente os caminhos para consolidar o SUS como um patrimônio da população brasileira”.
Néia também reforçou o convite para que trabalhadores e usuários participem dos espaços de controle social. “Participar da Conferência Municipal de Saúde é contribuir diretamente para a consolidação do SUS e para a defesa de uma saúde pública de qualidade. É nesses espaços que construímos propostas e fortalecemos a luta para garantir que o sistema continue sendo público, estatal e comprometido com as necessidades da população”.
A diretora do Sindsaúde e presidenta do Conselho Municipal de Saúde de Goiânia, Flaviana Alves, ressaltou que as conferências representam um momento de construção coletiva e definição das prioridades para a saúde pública. “A conferência é um espaço de diálogo e construção de propostas. É o momento em que trabalhadores, usuários, gestores e conselheiros se reúnem para discutir o que queremos para a saúde de Goiânia, de Goiás e do Brasil. É aqui que debatemos políticas públicas capazes de fortalecer o SUS e melhorar o atendimento à população”, atesta a presidenta do Conselho Municipal de Saúde.
Segundo Flaviana, esse processo representa uma das principais expressões do controle social previsto na legislação do SUS. “O controle social tem justamente esse papel: discutir, propor, acompanhar e fiscalizar as políticas públicas de saúde. Essa participação democrática é uma conquista do povo brasileiro e precisa ser fortalecida para que o SUS continue avançando”.
As propostas aprovadas durante a etapa municipal serão encaminhadas para a 11ª Conferência Estadual de Saúde de Goiás, prevista para ocorrer entre janeiro e abril de 2027, e, posteriormente, para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada em julho de 2027, em Brasília.
O Sindsaúde reafirma que um SUS forte se constrói com diálogo, participação social, valorização dos trabalhadores e compromisso com a gestão pública. O sindicato seguirá ocupando os espaços de debate e defendendo políticas que garantam uma saúde pública cada vez mais democrática, acessível e de qualidade para toda a população.


