Sindsaúde participa de audiência pública na ALEGO e fortalece luta pela valorização do salário mínimo
Na manhã desta terça-feira (5), o Sindsaúde/GO participou da Audiência Pública em comemoração aos 90 anos do salário mínimo. A atividade, promovida pelo Escritório Regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Goiás, foi realizada na Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO) e reuniu representantes de entidades sindicais e lideranças políticas.
A criação do salário mínimo é resultado de um longo processo histórico marcado por mobilizações sociais e transformações econômicas, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Ao longo das décadas, o instrumento se consolidou como fundamental para a regulação das relações de trabalho e para a proteção social, com impacto direto na vida de trabalhadores e trabalhadoras.
Durante a audiência, foram apresentados pontos que reforçam a defasagem do salário mínimo atual. Segundo o Dieese, o salário mínimo necessário para garantir condições dignas de vida deveria ser de R$ 7.425,99. O cálculo considera o custo da cesta básica mais cara e segue o que determina a Constituição Federal, que estabelece que o valor deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças).
O debate também reforçou que a valorização do salário mínimo está diretamente ligada à qualidade de vida dos trabalhadores, o que inclui a necessidade de avançar em outras pautas estruturais. Entre elas, foi ressaltada a luta pelo fim da escala 6×1, uma medida essencial para garantir descanso adequado, melhores condições de trabalho e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
A homenagem destacou ainda o papel do Dieese na produção de estudos que subsidiam a luta por justiça social e valorização da renda, além da importância da atuação das entidades sindicais na conquista e ampliação de direitos para a classe trabalhadora.
Estiveram presentes o coordenador sindical regional do Dieese e vice-presidente do Sindsaúde e da Fenacsaúde, Ricardo Manzi, as diretoras do Sindsaúde e da CUT, Flaviana Alves e Ivanilde Batista, além do deputado estadual Mauro Rubem (PT). Ao final, o deputado realizou a entrega de certificados de homenagem aos participantes.
Para Ricardo Manzi, a discussão vai além da recomposição de valores e passa pela defesa de direitos mais amplos. “O salário mínimo é uma das maiores conquistas da classe trabalhadora, mas ainda está distante de garantir uma vida digna, É fundamental avançar na valorização da renda e também nas condições de trabalho, como o fim da escala 6×1, que impacta diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores”, destacou.
O Sindsaúde segue na luta e reafirma o seu compromisso com a defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, destacando a importância da valorização do salário mínimo, da melhoria das condições de trabalho e do fortalecimento do SUS como pilares para garantir dignidade e qualidade de vida à população.