Sindsaúde reforça alerta sobre corte na Saúde de Goiânia após TCM conceder cautelar para impedir redução dos serviços

 Sindsaúde reforça alerta sobre corte na Saúde de Goiânia após TCM conceder cautelar para impedir redução dos serviços

Nessa quarta-feira (23), o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) concedeu medida cautelar para impedir que a Prefeitura de Goiânia reduza plantões, escalas, horários de atendimento, unidades ou serviços essenciais da rede municipal.

A decisão ocorre devido ao teto de R$ 4 milhões, estabelecido pela Secretaria Municipal da Fazenda, para pagamentos de prestadores credenciados a partir de setembro. Segundo o TCM-GO, a medida representa redução de aproximadamente 60,7% no aporte médio do Tesouro aos credenciados.

O Tribunal determinou que sejam mantidos, os mesmos serviços de agosto, como referência, independentemente do limite estabelecido pela Fazenda. A cautelar busca evitar riscos de desassistência à população.

Essa medida surge como processo da denúncia apresentada pela vereadora Kátia Maria (PT) após Sindsaúde já ter manifestado publicamente a preocupação com a redução de aproximadamente R$ 6 milhões mensais. Com base em informações da própria Secretaria Municipal de Saúde, o Sindicato alertou que Goiânia já vem aplicando recursos muito próximos do mínimo constitucional de 15% da receita em saúde e a condição poderia resultar na redução de cerca de 2 mil plantões médicos de 24 horas por mês, com potencial de até 160 mil atendimentos a menos, além de filas maiores e sobrecarga das equipes.

“Desde que tivemos conhecimento dessa redução, alertamos que esses “ajustes” no financiamento irão afetar o atendimento à população e as condições de trabalho. A rede já enfrenta déficit de profissionais e sobrecarga. Não podemos permitir que os trabalhadores e os usuários do SUS sejam, mais uma vez, os mais prejudicados. A falta de diálogo e transparência das ações na gestão Sandro Mabel poderá deixar um rastro de prejuízos à população, e até mortes evitáveis, caso nada seja feito”, afirma a presidenta do Sindsaúde, Néia Vieira.

A Prefeitura deverá comprovar, em até 48 horas após a notificação, o cumprimento da cautelar e a manutenção dos serviços. TCM-GO também deu o prazo de 10 dias para que o prefeito e os secretários municipais da Fazenda e da Saúde apresentem defesa e documentos. O processo continua em análise e a decisão tem caráter provisório.

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