Alertas do Sindsaúde Goiás sobre riscos de OSs na saúde pública são reforçadas por investigação da PF que apura o indício de desvio de R$ 38 milhões

 Alertas do Sindsaúde Goiás sobre riscos de OSs na saúde pública são reforçadas por investigação da PF que apura o indício de desvio de R$ 38 milhões

Alertas do Sindsaúde Goiás sobre riscos de OSs na saúde pública são reforçadas por investigação da PF que apura o indício de desvio de R$ 38 milhões

As recentes denúncias e investigações divulgadas pela imprensa reforçam um alerta que o Sindsaúde Goiás faz há anos: o modelo de gestão por Organizações Sociais (OSs) traz prejuízos à saúde pública, compromete a transparência na aplicação dos recursos e amplia problemas já enfrentados pela população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em duas operações deflagradas no dia 15 de abril, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram suspeitas de desvios de R$ 38,2 milhões de recursos públicos em esquemas envolvendo Organizações Sociais da saúde em Goiás, durante o período da pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2021.

As investigações têm como alvo a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), responsável pela gestão do Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp), ligado ao governo estadual, e o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), que administrou o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP).

As ações policiais, denominadas Makot Mitzrayim (Pragas do Egito) e Rio Vermelho, apontam suspeitas de favorecimento em contratações, superfaturamento e pagamentos por serviços não executados.

O Sindicato sempre destacou os riscos desse tipo de administração, especialmente diante do histórico de denúncias, contratos precários com trabalhadores(as), investigações e questionamentos envolvendo contratos firmados pela administração pública com Organizações Sociais em Goiás. Ainda assim, os governos estadual e municipais seguem apostando nesse modelo.

A conta da incompetência

Outro episódio que reforça os questionamentos em torno das Organizações Sociais envolve a notificação feita pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), que determinou que as OSs Instituto de Gestão e Humanização (IGH) e Instituto Cem devolvam, juntas, mais de R$ 13,2 milhões aos cofres públicos.

Segundo divulgado pela SES-GO no Diário Oficial do Estado do dia 17 de abril de 2026 e em nota emitida para o Jornal Opção no dia 20 de abril, os valores estariam relacionados ao suposto não cumprimento integral de metas e à ausência de implantação de serviços previstos em contratos firmados para unidades da rede estadual. As cobranças envolvem o Hospital Estadual da Mulher (HEMU), em Goiânia, e a Policlínica Estadual da Região Nordeste, em Posse.

Para a diretora do Sindsaúde Goiás, Flaviana Alves, episódios como esses reforçam a necessidade de ampliar o debate e a fiscalização sobre o modelo de gestão adotado na saúde pública. “As Organizações Sociais causam prejuízos diretos à população e precarizam os vínculos com os trabalhadores. É evidente que as OSs não são solução para o caos enfrentado pela saúde pública, mas sim um agravamento dos problemas já existentes. Defendemos que as Secretarias Municipais e Estadual de Saúde avancem, de forma urgente e gradual, na substituição desse modelo terceirizado pela gestão própria, conforme já deliberado por Conselhos de Saúde e por conferências municipais, estadual e nacional de Saúde. Os municípios e o Estado demonstram dificuldades — ou falta de interesse — em fiscalizar de maneira efetiva os gastos com recursos públicos repassados às OSs e a outros modelos de gestão terceirizada”, afirma a diretora do Sindsaúde Goiás, Flaviana Alves.

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