Diretora do Sindsaúde, Sirley Braga, participa de reunião no Cofen sobre riscos de Projeto de Lei que cria exame de proficiência na enfermagem

 Diretora do Sindsaúde, Sirley Braga, participa de reunião no Cofen sobre riscos de Projeto de Lei que cria exame de proficiência na enfermagem

Nessa terça-feira (7), a diretora do Sindsaúde, Sirley Braga, representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT) e enquanto membra Fórum Nacional da Enfermagem, esteve em Brasília para participar de uma reunião com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) sobre os riscos do Projeto de Lei nº 1329/2025, que propõe a criação de um exame de proficiência para profissionais da enfermagem como requisito para obtenção do registro profissional.

O encontro reuniu diversas entidades do setor e ocorreu com o vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza. A iniciativa teve como objetivo contestar o apoio da entidade ao projeto e solicitar a desaceleração da tramitação no Congresso Nacional, permitindo um debate mais aprofundado sobre seus impactos.

De acordo com avaliação majoritária das entidades que compõem o Fórum Nacional da Enfermagem, o projeto apresenta sérios problemas e pode trazer prejuízos à categoria. A medida pode limitar drasticamente as possibilidades de atuação de quem não for aprovado, ampliando desigualdades. Por isso, um dos principais pontos levantados foi que o exame não garante a qualidade da formação profissional, mas tende a penalizar estudantes que já enfrentam dificuldades ao longo da graduação.

Para o Sindsaúde, a prioridade deve ser o fortalecimento e a fiscalização da qualidade do ensino, e não a criação de mecanismos punitivos ao final do processo formativo. Além disso, as entidades alertaram para possíveis interesses de mercado por trás da proposta, como a ampliação da oferta de cursinhos preparatórios e o lucro de instituições privadas.

A diretora do Sindsaúde, Sirley Braga, reforçou a preocupação com os efeitos da medida. “Esse projeto não resolve o problema da formação. Ele transfere para o estudante uma responsabilidade que é do sistema educacional. Precisamos discutir a qualidade dos cursos e não criar mais barreiras para quem já enfrenta tantos desafios para se formar”, afirmou.

Ao final, o vice-presidente do Cofen se comprometeu a levar o debate à direção da entidade e a promover um novo encontro com as entidades que compõem o Fórum.

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