Ipasgo passa por mais um reajuste anual em razão da mudança de natureza jurídica
Confirmando todas as preocupações do Sindsaúde, o Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) passa por mais um reajuste anual, dessa vez de 6,48%, válido a partir do mês de maio. Com a mudança de natureza jurídica do Ipasgo, passando a funcionar como os planos de saúde privados e atendendo a normas da Agência Nacional de Saúde (ANS), infelizmente, já se esperava por reajustes maiores.
O Sindicato lutou contra a privatização do Ipasgo, participando de audiências públicas e de reuniões com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na época, o Sindsaúde pontuou que essa alteração de natureza instituída pelo governo Caiado resultaria em aumentos da contribuição financeira do(a) servidor(a).
Esses temores se concretizaram com o aval dos deputados que ocupavam a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em 2023, lembrando que alguns deles ainda continuam ocupando e são candidatos à reeleição. Depois disso, o plano de saúde já passou por cerca de três aumentos de contribuição, cada um mais pesado do que o outro para o bolso dos(as) servidores(as).
A presidenta do Sindsaúde e membra do Conselho Deliberativo do Ipasgo relembra a luta e lamenta os rumos adotados pela administração do Estado. “O Sindsaúde lutou para impedir essa mudança na natureza jurídica do Ipasgo, alertando sobre os prejuízos e apresentando alternativas. Mesmo assim, o que vemos agora é o aprofundamento de um modelo que desconsidera a realidade dos servidores e impõe reajustes sucessivos. Importante salientar que o Conselho Deliberativo do Ipasgo, composto por representantes do governo e dos próprios servidores, não tem o poder de decidir sobre matérias de reajuste dos valores do plano, sendo apresentado aos conselheiros apenas para ciência. Na prática, significa dizer que o servidor não delibera sobre algo que impacta diretamente suas vidas. É uma mudança que pressiona ainda mais o orçamento de quem ainda enfrenta perdas acumuladas cuja oportunidade de correção deixou de ser feita por decisão do Governador Ronaldo Caiado, que privilegiou a categoria dos médicos e cirurgiões dentistas em detrimento de todas as demais”, afirma Néia Vieira.
Mais mudanças
Em dezembro de 2025, o governo de Goiás enviou à Alego projeto de lei que aumentava a contribuição por dependentes dos titulares do plano. A nova regra determinava contribuição equivalente a 30% da tabela atuarial por faixa etária. O projeto, assim como a privatização do Ipasgo, teve ampla margem da aprovação na Alego e já se tornou realidade em 2026.
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Será melhor os servidores deixarem o ipasgo, dessa forma e melhor um plano privado