Sindsaúde manifesta posicionamento contra a prisão arbitrária do vereador Fabrício Rosa e de um militante em Santa Helena de Goiás

 Sindsaúde manifesta posicionamento contra a prisão arbitrária do vereador Fabrício Rosa e de um militante em Santa Helena de Goiás

NOTA DE REPÚDIO

O Sindsaúde/GO vem a público manifestar seu mais veemente repúdio à ação da Polícia Militar do Estado de Goiás que resultou na detenção arbitrária e violenta do militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Leandro de Almeida Costa, e do vereador por Goiânia, Fabrício Rosa, na manhã desta sexta-feira (17), em Santa Helena de Goiás.

Reconhecemos e nos solidarizamos com a luta histórica do MST por reforma agrária e justiça social, uma pauta que dialoga com a defesa dos direitos fundamentais, da dignidade humana e do acesso à terra, elementos essenciais para a promoção da saúde coletiva.

Assim como os trabalhadores e trabalhadoras da saúde se organizam cotidianamente na luta por melhores condições de trabalho, valorização profissional e um SUS público, universal e de qualidade, os movimentos sociais do campo também exercem seu direito legítimo de reivindicar direitos e denunciar injustiças estruturais.

A prisão de um parlamentar no exercício de seu mandato, no momento em que prestava solidariedade a uma manifestação pacífica, representa um grave atentado às prerrogativas democráticas, ao Estado de Direito e à liberdade de expressão. É de um episódio inaceitável, que evidencia o uso abusivo da força estatal para intimidar movimentos sociais e representantes eleitos pelo povo.

O MST luta desde 2016 pela adjudicação das terras da Usina Santa Helena, de propriedade do Grupo Naoum, que é considerado um dos dez maiores devedores em impostos federais do país, com débitos que ultrapassam 1 bilhão de reais. Episódios como o ocorrido hoje demonstram que práticas autoritárias e violentas contra o povo trabalhador persistem, colocando em risco os pilares da democracia e os direitos humanos no país. Não há justiça social sem o respeito à organização popular. Criminalizar movimentos sociais e silenciar vozes que lutam por direitos é um retrocesso que não podemos aceitar.

Diante disso, o Sindsaúde/GO exige a apuração rigorosa dos fatos e responsabilização dos envolvidos nessa ação truculenta da Polícia Militar. Seguiremos firmes, ao lado dos(as) trabalhadores(as) do campo e da cidade, na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.

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