Sindsaúde e Sieg participam de audiência pública sobre salários atrasados no Hospital Municipal Adailton do Amaral (HMAA)

 Sindsaúde e Sieg participam de audiência pública sobre salários atrasados no Hospital Municipal Adailton do Amaral (HMAA)

No dia 8 de outubro, o Sindsaúde/GO e o Sieg participaram de audiência pública promovida pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Miguel do Araguaia para discutir a grave situação dos(as) trabalhadores(as) do Hospital Municipal Adailton do Amaral (HMAA), que já estão há três meses sem receber seus salários.

As entidades foram representadas pela diretora do Sindsaúde/GO e membra do Fórum Nacional da Enfermagem, Sirley Braga, e pela Presidente do Sieg, Dionne Hallyson. Também participaram da audiência trabalhadores(as) do hospital, vereadores, um representante da Organização Social Instituto Alcance Gestão em Saúde (IAGS) e o promotor de Justiça João Gabriel Portugal. O prefeito do município e a secretária Municipal de Saúde foram convocados, mas não estavam presentes.

Além dos três meses de salários atrasados, os(as) trabalhadores(as) denunciam irregularidades no pagamento de encargos sociais e férias e a falta de repasse às instituições financeiras dos valores referentes a empréstimos consignados que já foram descontados diretamente na folha de pagamento.

Para o Sindsaúde, a situação demonstra falta de responsabilidade tanto da gestão municipal quanto do IAGS, Organização Social responsável pela administração do Hospital Municipal Adailton do Amaral. O Sindicato reforça que a terceirização da gestão não retira do Município a responsabilidade de fiscalizar o contrato e assegurar o funcionamento adequado do serviço e o cumprimento dos direitos trabalhistas.

Durante a audiência, Sirley Braga alertou que a situação chegou a um limite e que os(as) trabalhadores(as) podem avançar para a deflagração de uma greve caso não haja uma solução concreta.

“São três meses trabalhando sem receber salário, além de uma série de outras irregularidades. Os trabalhadores chegaram ao limite. Se não houver uma resposta efetiva e o pagamento do que é devido, a greve é uma possibilidade real e legítima diante dessa situação insustentável”, afirmou Sirley.

O Sindsaúde e o Sieg seguem acompanhando o caso, cobrando providências da Prefeitura e do IAGS e apoiando a mobilização dos(as) trabalhadores(as) em defesa do pagamento imediato dos salários e da regularização de todos os direitos pendentes.

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