Sindsaúde e Sieg participam de audiência no MPT sobre situação dos trabalhadores da Maternidade Célia Câmara

 Sindsaúde e Sieg participam de audiência no MPT sobre situação dos trabalhadores da Maternidade Célia Câmara

As audiências de conciliação realizadas no Ministério Público do Trabalho (MPT), nesta quinta-feira (23) e ontem (22), sobre a situação da Maternidade Célia Câmara resultou em um acordo extrajudicial que garante o pagamento dos salários atrasados dos trabalhadores e trabalhadoras referentes ao mês de março.

A medida ocorre após dias de incerteza e pressão diante da crise instalada na unidade, marcada pela troca de gestão e pela falta de respostas efetivas por parte da Prefeitura de Goiânia e da Sociedade Beneficente São José (SBSJ), Organização Social que estava responsável pela administração da maternidade.

Pelo acordo, a Prefeitura se comprometeu a realizar o repasse financeiro à SBSJ, possibilitando que os salários em atraso sejam quitados nos próximos dias. Apesar do avanço, as verbas rescisórias dos 414 trabalhadores(as) desligados da unidade seguem indefinidas e permanecem como ponto central das negociações. A ausência de uma solução concreta para esses pagamentos mantém a insegurança e o prejuízo para centenas de profissionais da saúde.

Durante as audiências, a Prefeitura alegou que os repasses à Organização Social, previstos em contrato, foram realizados regularmente, enquanto a SBSJ afirmou não dispor de recursos suficientes para arcar com as obrigações trabalhistas. O impasse expõe, mais uma vez, a fragilidade do modelo de gestão por Organizações Sociais, marcado pela falta de transparência, instabilidade contratual e prejuízos diretos aos trabalhadores e à população usuária do SUS.

Para o Sindsaúde/GO, o acordo representa um passo importante, mas insuficiente diante da gravidade da situação. “Garantir o pagamento dos salários atrasados é fundamental, mas não resolve o problema. Estamos falando de mais de 400 trabalhadores e trabalhadoras que ainda não sabem quando irão receber suas verbas rescisórias. Essa insegurança é resultado direto de um modelo de gestão falho, que precariza o trabalho e causa prejuízos ao serviço público. O Sindsaúde seguirá firme na luta para que todos os direitos sejam garantidos”, afirmou a presidenta do Sindsaúde/GO, Néia Vieira.

O Sindsaúde reforça que continuará mobilizado, acompanhando as negociações, cobrando transparência, responsabilidade e soluções imediatas para os trabalhadores afetados. Além disso, o sindicato reafirma sua posição histórica contrária à terceirização da saúde por meio de Organizações Sociais. Para o Sindsaúde/GO, a crise na Maternidade Célia Câmara é mais um exemplo dos impactos negativos desse modelo, que tem aprofundado a precarização das relações de trabalho e comprometido a qualidade do atendimento à população.

Diante desse cenário, o sindicato defende a retomada da gestão pública direta das maternidades, com financiamento adequado, concurso público, valorização dos profissionais e garantia de um atendimento digno e de qualidade para toda a população.

Outras Notícias

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leitor de Página Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud